quarta-feira, 31 de março de 2021

NECESSIDADES: REAIS OU FICTÍCIAS?

NECESSIDADES:

REAIS OU FICTÍCIAS?
Como saber se se trata de uma ou de outra possibilidade?
"O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, ajuda-nos a refletir acerca desta temática.
"715. Como pode o homem conhecer o limite do necessário?"
“Aquele que é sábio o conhece por intuição. Muitos só chegam a conhecê-lo por experiência e à sua própria custa.”
"716. Mediante a organização física que nos deu, não traçou a natureza o limite das nossas necessidades?"
“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”
"717. Que se há de pensar dos que açambarcam os bens da terra para se proporcionarem o supérfluo, com prejuízo daqueles a quem falta o necessário?"
“Desprezam a lei de Deus e terão que responder pela privações que houverem causado aos outros.”
Comentário de Allan Kardec:
"Nada tem de absoluto o limite entre o necessário e o supérfluo. A civilização criou necessidades que o selvagem desconhece. Os Espíritos que ditaram os preceitos acima não pretendem que o homem civilizado deva viver como o selvagem. Tudo é relativo, cabendo à razão regrar as coisas. A civilização desenvolve o senso moral e, ao mesmo tempo, o sentimento de caridade, que leva os homens a se prestarem mútuo apoio. Os que vivem à custa das privações dos outros exploram, em seu proveito, os benefícios da civilização. Desta têm apenas o verniz, como muitos há que da religião só têm a máscara."
"O Livro dos Espíritos", Allan Kardec

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