quarta-feira, 4 de novembro de 2020

"O mal não é uma necessidade fatal..."

"O mal não é uma necessidade fatal para ninguém e só parece irresistível aos que a ele se abandonam com satisfação. Se temos vontade de fazê-lo, também podemos ter a de fazer o bem."

“Revista Espírita”, Allan Kardec - Agosto de 1864

terça-feira, 3 de novembro de 2020

A MORAL NA INFÂNCIA

A MORAL NA INFÂNCIA

Todos temos, direta ou indiretamente, contato com crianças e isso representa uma grande responsabilidade para todos nós. Compete-nos procurarmos informarmo-nos o melhor possível para conseguirmos desempenhar da melhor forma o papel que tivermos na vida das crianças com quem lidamos ou com quem nos cruzamos.
A obra "Revista Espírita", de Allan Kardec traz-nos importantes instruções a esse respeito, num artigo de Fevereiro de 1864, intitulado "Primeiras lições de moral da infância", ajudando-nos a reconstruir ideias equivocadas que carregamos.
“Um dia trouxeram um doce a uma criança e, como de costume, disseram-lhe: “Tu o comerás se fores boazinha”. Primeira lição de gulodice. Quantas vezes, à mesa, não dizem a uma criança que não comerá tal petisco se chorar. “Faz isto, ou faz aquilo”, dizem, “e terás creme” ou qualquer outra coisa que lhe apeteça, e a criança se constrange, não pela razão, mas em vista de satisfazer a um desejo sensual que aguilhoam.
É ainda muito pior quando lhe dizem, o que não é menos frequente, que darão o seu pedaço a uma outra. Aqui já não é só a gulodice que está em jogo, é a inveja. A criança fará o que lhe dizem, não só para ter, mas para que a outra não tenha. Querem dar-lhe uma lição de generosidade? Então lhe dizem: “Dá esta fruta ou este brinquedo a fulaninho”. Se ela recusa, não deixam de acrescentar, para nela estimular um bom sentimento: “Eu te darei um outro”, de modo que a criança não se decide a ser generosa senão quando está certa de nada perder.”
"Pode o Espiritismo remediar esse mal? Sem dúvida nenhuma, e não hesitamos em dizer que ele é o único suficientemente poderoso para fazê-lo cessar, pelo novo ponto de vista com o qual ele permite perceber a missão e a responsabilidade dos pais; dando a conhecer a fonte das qualidades inatas, boas ou más; mostrando a ação que se pode exercer sobre os Espíritos encarnados e desencarnados; dando a fé inquebrantável que sanciona os deveres; enfim, moralizando os próprios pais. Ele já prova sua eficácia pela maneira mais racional empregada na educação das crianças nas famílias verdadeiramente espíritas. Os novos horizontes que abre o Espiritismo fazem ver as coisas de outra maneira. Sendo o seu objetivo o progresso moral da Humanidade, ele forçosamente deverá iluminar o grave problema da educação moral, primeira fonte da moralização das massas. Um dia compreender-se-á que este ramo da educação tem seus princípios, suas regras, como a educação intelectual, numa palavra, que é uma verdadeira ciência."
“Revista Espírita”, Allan Kardec – Fevereiro de 1864
Fica a reflexão:
Queremos estimular nas crianças o interesse, o egoísmo, a inveja e tudo aquilo que censuramos nos adultos ou ajudá-las a acertar o passo?

"Duas pessoas concebem a mesma ideia..."


"Duas pessoas concebem a mesma ideia ou se encontram simultaneamente na mesma palavra; alguém que não encontramos com frequência e em quem acabamos de pensar apresenta-se inopinadamente; batem à nossa porta e, posto que de fora nada indique a pessoa, adivinhamos quem é; uma carta com dinheiro nos chega num momento de urgência; e tantos outros casos tão frequentes, tão numerosos e conhecidos de todo o mundo. Tudo isto pode ser atribuído ao acaso? Não, não pode ser o acaso de modo algum."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Julho de 1864

segunda-feira, 2 de novembro de 2020

O PRIMEIRO DIREITO

O PRIMEIRO DIREITO

Todos temos deveres, mas também direitos. Alguns deles dizem respeito a cada período de existência física, pois é à vida material que dizem respeito e variam, consoante os múltiplos aspetos com cada um desses períodos relacionados. Contudo, acima destes, tem o homem os seus direitos naturais, sendo o de viver o primeiro destes.
Em "O Livro dos Espíritos", Allan Kardec fala-nos no primeiro de todos os direitos: o direito de viver.
Mas vai mais longe, advertindo-nos de que, em face deste, ninguém tem o direito de atentar contra outras vidas, não se referindo apenas ao homicídio direto, em si, mas também a tudo o que possa comprometer a existência física de alguém, seja por atos ou omissões:
"880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?"
“ - O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

"Aquele que ora sem compreender..."

"Aquele que ora sem compreender o que diz, habitua-se a ligar mais valor às palavras do que aos pensamentos; para ele as palavras é que são eficazes, ainda que o coração não participe. Assim, muitos se julgam quites quando recitaram algumas palavras que os dispensam de se reformarem. É fazer da Divindade uma ideia estranha, acreditar que ela se satisfaz com palavras, mais do que com atos que atestam um melhoramento moral."

“Revista Espírita”, Allan Kardec - Agosto de 1864

domingo, 1 de novembro de 2020

EXISTÊNCIAS PASSADAS E FUTURAS

EXISTÊNCIAS PASSADAS E FUTURAS

Sabemos que já vivemos muito, mas também que viveremos para sempre.
Não raras vezes, interrogamo-nos:
- Como terão sido as nossas existências passadas?
- Como serão as nossaa existências futuras?
Em "O Livro dos Médiuns", Allan Kardec traz-nos esclarecimentos acerca deste tema:
"290. Sobre as existências passadas e vindouras
"15a. Podem os Espíritos dar-nos a conhecer as nossas existências passadas?"
“ -"Deus algumas vezes permite que elas vos sejam reveladas, conforme o objetivo. Se for para vossa edificação e instrução, as revelações serão verdadeiras e, nesse caso, feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porém, não o permite nunca para satisfação de vã curiosidade.”
"a) Por que é que alguns Espíritos nunca se recusam a fazer esta espécie de revelações?"
“ - São Espíritos brincalhões, que se divertem à vossa custa. Em geral, deveis considerar falsas, ou, pelo menos, suspeitas, todas as revelações desta natureza que não tenham um fim eminentemente sério e útil. Aos Espíritos zombeteiros apraz lisonjear o amor-próprio, por meio de pretendidas origens. Há médiuns e crentes que aceitam como boa moeda o que lhes é dito a esse respeito e que não veem que o estado atual de seus Espíritos em nada justifica a categoria que pretendem ter ocupado. Vaidadezinha que serve de divertimento aos Espíritos brincalhões, tanto quanto para os homens. Fora mais lógico e mais consentâneo com a marcha progressiva dos seres que tais pessoas houvessem subido, em vez de terem descido, o que, sem dúvida, lhes seria mais honroso. Para que se pudesse dar crédito a essa espécie de revelações, necessário seria que fossem feitas espontaneamente, por diversos médiuns estranhos uns aos outros e ao que anteriormente já fora revelado. Então, sim, razão evidente haveria para crer-se.”
"b) Assim como não podemos conhecer a nossa individualidade anterior, segue-se que também nada podemos saber do gênero de existência que tivemos, da posição social que ocupamos, das virtudes e dos defeitos que em nós predominaram?"
“ -"Não, isso pode ser revelado, porque dessas revelações podeis tirar proveito para vos melhorardes. Aliás, estudando o vosso presente, podeis vós mesmos deduzir o vosso passado.” (Veja-se: O livro dos espíritos, “Esquecimento do passado”, questão 392.)
"16a. Alguma coisa nos pode ser revelada sobre as nossas existências futuras?"
“ - Não; tudo o que a tal respeito vos disserem alguns Espíritos não passará de gracejo, e isso se compreende: a vossa existência futura não pode ser de antemão determinada, pois que será conforme a preparardes pelo vosso proceder na Terra e pelas resoluções que tomardes quando fordes Espíritos. Quanto menos tiverdes que expiar tanto mais ditosa será ela.
Saber, porém, onde e como transcorrerá essa existência, repetimo-lo, é impossível, salvo o caso especial e raro dos Espíritos que só estão na Terra para desempenhar uma missão importante, porque então o caminho se lhes acha, de certo modo, traçado previamente.”

"A Justiça Divina..."

"A Justiça Divina realiza-se sob todas as formas."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Julho de 1864