segunda-feira, 14 de setembro de 2020

"[A dada altura]..."


"[A dada altura] a gente cansa-se depressa do que nada deixa no Espírito."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Agosto de 1863

domingo, 13 de setembro de 2020

A PERTURBAÇÃO APÓS A MORTE É MENOR PARA OS ESPÍRITAS?

A PERTURBAÇÃO APÓS A MORTE É MENOR PARA OS ESPÍRITAS?


Para assegurar um futuro melhor após a partida para o plano espiritual, bastará, ao espírita, apenas conhecer a Doutrina que professa?
Haverá necessidade de algo mais?
A este respeito, diz-nos "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec o seguinte:

“O conhecimento do Espiritismo exerce alguma influência sobre a duração, mais ou menos longa, da perturbação?”

“- Influência muito grande, por isso que o Espírito já antecipadamente compreendia a sua situação. Mas, a prática do bem e a consciência pura são o que maior influência exercem.”

“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec - Q. 165

Não basta ter conhecimento adquirido.

Também não basta, apenas, compreender o Espiritismo. É preciso senti-lo.

Allan Kardec, diz-nos, nas suas obras, com frequência, que os ensinamentos da Doutrina Espírita, permanecem como letra morta. Diz-nos também, que muitas pessoas colecionam belas frases, raciocínios eloquentes mas não os sentem.

Acima de tudo, não basta conhecermos o caminho, há que trilhá-lo, pelo futuro (após a vida física) e pelo presente.

"Trabalhai, tornai-vos úteis..."

"Trabalhai, tornai-vos úteis aos vossos irmãos e a vós mesmos."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Julho de 1863

sábado, 12 de setembro de 2020

"Deus sempre se mostra no momento preciso..."

"Deus sempre se mostra no momento preciso, em que tudo quanto é humano é insuficiente, em que o homem confessa nada poder por si mesmo."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Agosto de 1863

UM HOJE MELHOR, PARA UM AMANHÃ FELIZ


UM HOJE MELHOR, PARA UM AMANHÃ FELIZ


No capítulo V, de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec fala-nos, entre outros temas, acerca das aflições.
Diz-nos:
"De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida."

Em relação às causas provenientes de outras vidas, não nos é possível conhecê-las, devido ao esquecimento do passado, durante a existência terrena.

No que diz respeito às causas que já foram por nós criadas nesta vida, é de grande importância refletir acerca das mesmas. Isso permitirá, por um lado, uma melhor aceitação de algumas tribulações, mas também uma motivação para evitar hoje o que pode ser o sofrimento de amanhã.

Sobre estas últimas, diz-nos também:

"Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são conseqüência natural do caráter e do proceder dos que os suportam. Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!

Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!

Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!

Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!

Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!

Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os gérmens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.

Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.

A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria."

Que Jesus nos inspire e abençoe!

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

O RECONHECIMENTO DE UM ESPÍRITA


O RECONHECIMENTO DE UM ESPÍRITA

Na "Revista Espírita" de Abril de 1863, no artigo intitulado "Resultados da leitura das obras espíritas", Allan Kardec traz-nos a carta de um espírita, que merece a nossa atenção, devido à riqueza do seu conteúdo e que nos poderá servir, igualmente, para refletirmos acerca do que o Espiritismo tem trazido às nossas vidas.
Passamos a transcrever:
"Depois de seis meses que tenho a felicidade de ser iniciado na Doutrina Espírita, senti nascer em mim um vivo sentimento de reconhecimento. Aliás, tal sentimento não passa de uma consequência muito natural da crença no Espiritismo. E, desde que tem sua razão de ser, deve igualmente manifestar-se. Em minha opinião, deve dividir-se em três partes, da qual a primeira é Deus, a quem diariamente cada espírita deve agradecer esta nova prova de sua infinita misericórdia; a segunda pertence de direito ao próprio Espiritismo, isto é, aos bons Espíritos e seus sublimes ensinamentos; enfim, a terceira, àquele que nos guia em nossa nova estrada, e que nos sentimos felizes ao reconhecê-lo como nosso mestre venerado.
Assim compreendido o reconhecimento espírita, três deveres distintos se impõem: para com Deus, para com os bons Espíritos e para com o propagador de seus ensinamentos. Tenho esperança de me desobrigar para com Deus, pedindo-lhe perdão de meus erros passados e continuando a orar diariamente. Tentarei pagar minha dívida ao Espiritismo, espalhando em meu redor, tanto quanto esteja em minha pouca força, os benefícios da instrução espírita. E o fim desta carta é vos testemunhar, senhor, o vivo desejo que sentia de me desobrigar para convosco, o que me acuso de fazer tão tardiamente. Apelo, pois, à vossa caridade e vos peço aceiteis esta sincera homenagem de um reconhecimento sem limites.
Associando-me de coração aos que me precederam, venho dizer-vos: Obrigado a vós que nos haveis tirado do erro, fazendo brilhar sobre nós o facho da verdade; obrigado a vós que nos destes a conhecer os meios de chegar à verdadeira felicidade pela prática do bem; obrigado a vós, que não temeis ser o primeiro a entrar na luta. (...)
Durante dois anos ouvi falar do Espiritismo sem lhe dar atenção séria. Julgava, como diziam seus adversários, tratar-se de mais uma palhaçada. Mas, enfim, fatigado de ouvir falar de uma coisa da qual apenas sabia o nome, resolvi instruir-me. Adquiri O livro dos Espíritos e O livro dos médiuns. Li, ou melhor, devorei essas duas obras com uma avidez e uma satisfação impossível de definir. Qual não foi minha surpresa, lançando os olhos sobre as primeiras páginas, ao ver que se tratava de filosofia moral e religiosa, quando eu esperava ler um tratado de magia acompanhado de histórias maravilhosas! Logo a surpresa deu lugar à convicção e ao reconhecimento. Quando terminei a leitura, percebi com felicidade que era espírita há muito tempo. Agradeci a Deus que me concedia este insigne favor. De agora em diante poderei orar sem temer que minhas preces se percam no espaço, e suportarei com alegria as tribulações desta curta existência, sabendo que a minha miséria atual não passa de justa consequência de um passado culposo ou de um período de prova para alcançar um futuro melhor. Não mais a dúvida. A justiça e a lógica nos desvendam a verdade. E nós aclamamos com felicidade esta benfeitora da Humanidade."
"Revista Espírita", Allan Kardec - Abril de 1863 «Resultados da leitura das obras espíritas»

"O homem é o autor da maioria das aflições..."

"O homem é o autor da maioria das suas aflições a que poderia poupar-se, se agisse sempre com sabedoria e prudência."

"O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec