domingo, 4 de outubro de 2020

"Desde que juntos estejam dois homens..."


"Desde que juntos estejam dois homens, há entre eles direitos recíprocos que lhes cumpre respeitar; não mais, portanto, qualquer deles goza de liberdade absoluta."

"O Livro dos Espíritos", Allan Kardec

sábado, 3 de outubro de 2020

NATUREZA E EVOLUÇÃO DOS MUNDOS


NATUREZA E EVOLUÇÃO DOS MUNDOS


Há uma permanente intercomunicação entre os dois planos da vida, isto é: entre o plano espiritual e o plano terreno, uma vez que ambos se influenciam mutuamente.

Isto significa que, no fundo, a evolução de um determinado planeta, acompanha a evolução da população que nele habita.

Vejamos um artigo inserido na obra "Revista Espírita", de Allan Kardec.

“O mundo dos Espíritos é composto das almas de todos os humanos desta Terra e de outras esferas, desprendidas dos liames corpóreos; do mesmo modo, todos os humanos são animados por Espíritos neles encarnados. Há, pois, solidariedade entre esses dois mundos: os homens terão as qualidades e as imperfeições dos Espíritos com os quais estão unidos; os Espíritos serão mais ou menos bons ou maus, conforme o progresso que hajam feito durante sua existência corpórea. Estas poucas palavras resumem toda a doutrina."

"Como os atos dos homens são o produto de seu livre-arbítrio, conservam eles o cunho da perfeição ou imperfeição do Espírito que os provoca. Ser-nos-á, pois, fácil fazer uma ideia sobre o estado moral de um mundo qualquer, conforme a natureza dos Espíritos que o habitam.”

“Revista Espírita”, Allan Kardec – Março de 1858 «Júpiter e alguns outros mundos»

Um mundo onde se celebra abater fisicamente alguém é um mundo onde reina a ignorância.

O mal não pode ser eliminado com o mal. Há que corrigir o que de errado acontece, tal como Deus nos faz pedagogicamente.

Desta forma, se observarmos a natureza dos atos dos homens percebemos a natureza do mundo em apreço.

"O que deve guiar o verdadeiro amante da verdade..."

"O que deve guiar o verdadeiro amante da verdade é um amor desinteressado por esse objetivo venerado; é a vontade enérgica e constante de jamais parar e de separar rigorosamente o joio do trigo."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Novembro de 1863

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

QUAL É O ENTENDIMENTO DOS ESPÍRITOS ACERCA DAS CIRCUNSTÂNCIAS DAS NOSSAS VIDAS?


QUAL É O ENTENDIMENTO DOS ESPÍRITOS ACERCA DAS CIRCUNSTÂNCIAS DAS NOSSAS VIDAS?


É frequente ouvir ou ler alguns referirem-se aos Espíritos, como se eles tivessem da vida, das pessoas e das circunstâncias o entendimento que temos, aqui na Terra, na condição de encarnados.
"O meu pai gostaria que eu fizesse isto", "a minha mãe faria assim" e tantas outras possibilidades, consoante os casos.

Será mesmo assim?

Em "O que é o Espiritismo, Allan Kardec esclarece esta questão, dizendo-nos:

"Os Espíritos têm sua maneira de julgar as coisas, a qual nem sempre se coaduna com a nossa; eles veem, pensam e agem segundo outros elementos; ao passo que a nossa vista é circunscrita pela matéria, limitada pela estreiteza do círculo em que vivemos, eles abrangem o conjunto; o tempo, que nos parece tão longo, é para eles um instante; a distância, um simples passo; e certos pormenores, para nós de importância extrema, são futilidades a seus olhos; em compensação, ligam às vezes importância a coisas cujo verdadeiro alcance nos escapa. Para compreendê-los é preciso nos elevarmos pelo pensamento acima do horizonte material e moral, colocarmo-nos no seu ponto de vista, pois que não são eles que devem descer ao nosso nível, mas subirmos nós até eles, é o que nos ensinam o estudo e a observação."

Que o estudo e reflexão dos conteúdos da Doutrina Espírita nos tragam a Luz do esclarecimento.

"Cada qual é responsável pelo mal que faz e por..."


"Cada qual é responsável pelo mal que faz e por aquele do qual for a causa."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Novembro de 1863

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

AINDA DIGO E FAÇO O QUE JÁ NÃO QUERO. PORQUÊ?

AINDA DIGO E FAÇO O QUE JÁ NÃO QUERO. PORQUÊ?


A este respeito a obra "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, diz-nos:

“Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a alimentarem-te no íntimo esse pendor. Mas outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e deixa-te senhor dos teus atos.”

“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec – Segunda Parte, Capítulo IX, Q. 466

Ainda caminhamos numa imensa "luta" entre o bem e o mal, entre aqueles que somos e aqueles que já gostaríamos de ser.
Equivocadamente, muitos supõem que será suficiente vigiar o lado mais íntimo do nosso ser. Entretanto, não bastará apenas vigiarmos, uma vez que é necessário atuarmos, em nós, sempre que sentimos que os nossos pensamentos, sentimentos e/ou ações não se coadunam com aquele(a) a que aspiramos.

Por isso, conhecermo-nos a nós mesmos, será uma mais valia para essa tarefa que a todos foi enviada como um trabalho individual e urgente.

Por certo, sabemos que estamos sempre rodeados por uma nuvem de testemunhas, tal como nos afirmou Paulo de Tarso mas também estamos cientes de que as influências podem ser boas ou más e, quanto a estas últimas, só as acatamos se assim entendermos. Por isso: "Conhece-te a ti mesmo".

Em muitas situações sociais, consideramos que é importante opinarmos acerca de algo ou presumimos que é conveniente, na circunstância, utilizarmos expressões grotescas ou eruditas. Quando nos apercebemos, não conseguimos reconhecer-nos naquele papel ou, então, já não sabemos quem somos.

Para além disso, a dada altura, estamos a permitir que muitos (encarnados e desencarnados) comandem a nossa boca, a nossa voz, o nosso corpo e a nossa mente.

Sejamos fiéis a nós mesmos e aos princípios que dizemos abraçar.
Assim, conseguiremos não só evoluir mais celeremente como também percepcionar melhor o amparo dos Benfeitores Espirituais, não criando situações constrangedoras e dolorosas para o futuro.

Caminhemos para quem queremos ser e não para quem temos sido.

"Felizmente o Criador..."



"Felizmente o Criador reservou-nos fatos, circunstâncias, acontecimentos providenciais (...) para nos reconduzir."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Novembro de 1863