segunda-feira, 16 de novembro de 2020

"Assim como o hábito não faz o monge..."

"Assim como o hábito não faz o monge, o nome de espírita não faz o verdadeiro espírita."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Outubro de 1864

domingo, 15 de novembro de 2020

ANTIPATIA


ANTIPATIA

Acerca deste tema, diz-nos Allan Kardec, em "O Livro dos Espíritos":
"390. A antipatia instintiva é sempre sinal de natureza má?"
“ - De não simpatizarem um com o outro, não se segue que dois Espíritos sejam necessariamente maus. A antipatia, entre eles, pode derivar de diversidade no modo de pensar. À proporção, porém, que se forem elevando, essa divergência irá desaparecendo e a antipatia deixará de existir.”
"391. A antipatia entre duas pessoas nasce primeiro na que tem pior Espírito, ou na que o tem melhor?"
“ - Numa e noutra indiferentemente, mas distintas são as causas e os efeitos nas duas. Um Espírito mau antipatiza com quem quer que o possa julgar e desmascarar. Ao ver pela primeira vez uma pessoa, logo sabe que vai ser censurado. Seu afastamento dessa pessoa se transforma em ódio, em inveja e lhe inspira o desejo de praticar o mal. O bom Espírito sente repulsão pelo mau, por saber que este o não compreenderá e porque díspares dos dele são os seus sentimentos. Entretanto, consciente da sua superioridade, não alimenta ódio, nem inveja contra o outro. Limita-se a evitá-lo e a lastimá-lo.”

"De nós depende a nossa melhoria..."

"De nós depende a nossa melhoria, pois todo aquele que se acha no gozo de suas faculdades tem, com relação a todas as coisas, a liberdade de fazer ou de não fazer."

"O Evangelho Segundo o Espiritismo", Allan Kardec

sábado, 14 de novembro de 2020

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES


A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

O que nos diz a Doutrina Espírita acerca deste episódio da passagem de Jesus na Terra?
Vamos encontrar essa explicação na obra "A Génese", de Allan Kardec:
"Multiplicação dos pães"
"48. A multiplicação dos pães é um dos milagres que mais têm intrigado os comentadores e alimentado, ao mesmo tempo, as zombarias dos incrédulos. Sem se darem ao trabalho de lhe perscrutar o sentido alegórico, para estes últimos ele não passa de um conto pueril.
Entretanto, a maioria das pessoas sérias há visto na narrativa desse fato, embora sob forma diferente da ordinária, uma parábola, em que se compara o alimento espiritual da alma ao alimento do corpo. Pode-se, todavia, perceber nela mais do que uma simples figura e admitir, de certo ponto de vista, a realidade de um fato material, sem que, para isso, seja preciso se recorra ao prodígio. É sabido que uma grande preocupação de espírito, bem como a atenção fortemente presa a uma coisa fazem esquecer a fome. Ora, os que acompanhavam a Jesus eram criaturas ávidas de ouvi-lo; nada há, pois, de espantar em que, fascinadas pela sua palavra e também, talvez, pela poderosa ação magnética que Ele exercia sobre os que o cercavam, elas não tenham experimentado a necessidade material de comer.
Prevendo esse resultado, Jesus nenhuma dificuldade teve para tranquilizar os discípulos, dizendo-lhes, na linguagem figurada que lhe era habitual e admitido que realmente houvessem trazido alguns pães, que estes bastariam para matar a fome à multidão. Simultaneamente, ministrava aos referidos discípulos um ensinamento, com o lhes dizer: “Dai-lhes vós mesmos de comer.” Ensinava-lhes assim que também eles podiam alimentar por meio da palavra.
Desse modo, a par do sentido moral alegórico, produziu-se um efeito fisiológico, natural e muito conhecido. O prodígio, no caso, está no ascendente da palavra de Jesus, poderosa bastante para cativar a atenção de uma multidão imensa, ao ponto de fazê-la esquecer-se de comer. Esse poder moral comprova a superioridade de Jesus, muito mais do que o fato puramente material da multiplicação dos pães, que tem de ser considerada como alegoria. Esta explicação, aliás, o próprio Jesus a confirmou nas duas passagens seguintes."

"Os orgulhosos julgam-se fortes e pensam abater-vos..."

"Os orgulhosos julgam-se fortes e pensam abater-vos facilmente. Vós, meus bons amigos, ficai tranquilos e não temais medir-vos com eles. Eles são mais fáceis de vencer do que imaginais; muitos dentre eles têm medo e temem que a verdade, enfim, lhes venha ofuscar os olhos."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Agosto de 1864

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

A MORAL


A MORAL

De que falamos, quando nos referimos à moral?
Atentemos ao que Allan Kardec nos diz a este respeito, na obra "O Livro dos Espíritos":
"629. Que definição se pode dar da moral?"
“ - A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal. Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus.”

"Resisti corajosamente ao abatimento..."

“Resisti corajosamente ao abatimento, ao desespero, que paralisam as vossas forças. Nunca vos esqueçais (...) que ao lado da maior prova, Deus coloca sempre uma consolação.”

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec