quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

FELIZ AQUELE QUE CHEGA A BOM PORTO!

FELIZ AQUELE QUE CHEGA A BOM PORTO!

Na obra "O Livro dos Médiuns", de Allan Kardec, encontramos uma dissertação de um Espírito, que se intitula São Bento e que nos mostra não só o caminho que estamos a percorrer, como também a importância do mesmo, para nós e para todos os que nos rodeiam:
"É bela e santa a vossa Doutrina. O primeiro marco está plantado e plantado solidamente. Agora, só tendes que caminhar. A estrada que vos está aberta é grande e majestosa. Feliz daquele que chegar ao porto; quanto mais prosélitos houver feito, tanto mais lhe será contado. Mas, para isso, cumpre não abraçar friamente a Doutrina; é preciso fazê-lo com ardor e esse ardor será duplicado, porquanto Deus está convosco, sempre que fazeis o bem. Todos os que atrairdes serão outras tantas ovelhas que voltaram ao aprisco. Pobres ovelhas meio transviadas! Crede que o mais céptico, o mais ateu, o mais incrédulo, enfim, tem sempre no coração um cantinho que ele desejara poder ocultar a si mesmo. Esse cantinho é que é preciso procurar, é que é preciso achar. É o lado vulnerável que se deve atacar. É uma brechazinha que Deus intencionalmente deixa aberta, para facilitar à sua criatura o meio de lhe voltar ao seio."
São Bento

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

O QUE É A PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA?

O QUE É A PNEUMATOGRAFIA OU ESCRITA DIRETA?

Em "O Livro dos Médiuns", diz-nos Allan Kardec, a este respeito:
"146. A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum; difere da psicografia, por ser esta a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium.
O fenómeno da escrita direta é, não há negar, um dos mais extraordinários do Espiritismo, mas, por muito anormal que pareça à primeira vista, constitui hoje fato averiguado e incontestável. A teoria, sempre necessária para nos inteirarmos da possibilidade dos fenômenos espíritas em geral, talvez mais necessária ainda se faz neste caso que, sem contestação, é um dos mais estranhos que se possam apresentar, porém que deixa de parecer sobrenatural, desde que se lhe compreenda o princípio.
Da primeira vez que este fenómeno se produziu, a da dúvida foi a impressão dominante que deixou. A ideia de um embuste logo acudiu aos que o presenciaram. Toda gente, com efeito, conhece a ação das tintas chamadas simpáticas, cujos traços, a princípio completamente invisíveis, aparecem ao cabo de algum tempo. Podia, pois, dar-se que houvessem, por esse meio, abusado da credulidade dos assistentes e longe nos achamos de afirmar que nunca o tenham feito. Estamos até convencidos de que algumas pessoas, seja com intuitos mercantis, seja apenas por amor-próprio e para fazer acreditar nas suas faculdades, hão empregado subterfúgios. (Veja-se o capítulo Do charlatanismo e do embuste.)
Entretanto, do fato de se poder imitar uma coisa, fora absurdo concluir-se pela sua inexistência. Nestes últimos tempos, não se há encontrado meio de imitar a lucidez sonambúlica, ao ponto de causar ilusão? Mas, por que esse processo de escamoteação se tenha exibido em todas as feiras, dever-se-á concluir que não haja verdadeiros sonâmbulos? Por que certos comerciantes vendem vinho falsificado, será uma razão para que não haja vinho puro? O mesmo sucede com a escrita direta. Bem simples e fáceis eram, aliás, as precauções a serem tomadas para garantir a realidade do fato e, graças a essas precauções, já hoje ele não pode constituir objeto da mais ligeira dúvida.
147. Uma vez que a possibilidade de escrever sem intermediário representa um dos atributos do Espírito; uma vez que os Espíritos sempre existiram desde todos os tempos e que desde todos os tempos se hão produzindo os diversos fenômenos que conhecemos, o da escrita direta igualmente se há de ter operado na Antiguidade, tanto quanto nos dias atuais. Deste modo é que se pode explicar o aparecimento das três palavras célebres, na sala do festim de Baltazar. A Idade Média, tão fecunda em prodígios ocultos, mas que eram abafados por meio das fogueiras, também conheceu necessariamente a escrita direta, e possível é que, na teoria das modificações por que os Espíritos podem fazer passar a matéria, teoria que desenvolvemos no capítulo VIII, se encontre o fundamento da crença na transmutação dos metais.
Todavia, quaisquer que tenham sido os resultados obtidos em diversas épocas, só depois de vulgarizadas as manifestações espíritas foi que se tomou a sério a questão da escrita direta. Ao que parece, o primeiro a torná-la conhecida, estes últimos anos, em Paris, foi o barão de ­Guldenstubbé, que publicou sobre o assunto uma obra muito interessante, com grande número de fac-símiles das escritas que obteve. 20 O fenômeno já era conhecido na América havia algum tempo. A posição social do Sr. Guldenstubbé, sua independência, a consideração de que goza nas mais elevadas rodas i ­ ncontestavelmente afastam toda suspeita de fraude intencional, porquanto nenhum motivo de interesse havia a que ele obedecesse. Quando muito, o que se poderia supor é que fora vítima de uma ilusão; a isto, porém, um fato responde peremptoriamente: o de haverem outras pessoas obtido o mesmo fenômeno, cercadas de todas as precauções necessárias para evitar qualquer embuste e qualquer causa de erro.
148. A escrita direta se obtém, como, em geral, a maior parte das manifestações espíritas não espontâneas, por meio da concentração, da prece e da evocação. Têm-se produzido em igrejas, sobre túmulos, no sopé de estátuas ou imagens de personagens evocadas. Evidente, porém, é que o local nenhuma outra influência exerce além da de facultar maior recolhimento espiritual e maior concentração dos pensamentos, porquanto provado está que o fenômeno se obtém, igualmente, sem esses acessórios e nos lugares mais comuns, sobre um simples móvel caseiro, desde que os que desejam obtê-lo se achem nas devidas condições morais e que entre esses se encontre quem possua a necessária faculdade mediúnica.
Julgou-se, a princípio, ser preciso colocar-se aqui ou ali um lápis com o papel. O fato então podia, até certo ponto, explicar-se. É sabido que os Espíritos produzem o movimento e a deslocação dos objetos; que, algumas vezes, os tomam e atiram longe. Bem podiam, pois, tomar também do lápis e servir-se dele para traçar letras. Visto que o impulsionam, utilizando-se da mão do médium, de uma prancheta etc., podiam, do mesmo modo, impulsioná-lo diretamente. Não tardou, porém, se reconhecesse que o lápis era dispensável, que bastava um pedaço de papel, dobrado ou não, para que, ao cabo de alguns minutos, se achassem nele grafadas letras. Aqui, já o fenômeno muda completamente de aspecto e nos transporta a uma ordem inteiramente nova de coisas. As letras hão de ter sido traçadas com uma substância qualquer. Ora, sendo certo que ninguém forneceu ao Espírito essa substância, segue-se que ele próprio a compôs. Donde a tirou? Esse o problema.
Quem queira reportar-se às explicações dadas no capítulo VIII, itens 127 e 128, encontrará completa a teoria do fenômeno. Para escrever dessa maneira, o Espírito não se serve das nossas substâncias, nem dos nossos instrumentos. Ele próprio fabrica a matéria e os instrumentos de que há mister, tirando, para isso, os materiais precisos, do elemento primitivo universal que, pela ação da sua vontade, sofre as modificações necessárias à produção do efeito desejado. Possível lhe é, portanto, fabricar tanto o lápis vermelho, a tinta de imprimir, a tinta comum, como o lápis preto, ou, até, caracteres tipográficos bastante resistentes para darem relevo à escrita, conforme temos tido ensejo de verificar. A filha de um senhor que conhecemos, menina de 12 a 13 anos, obteve páginas e páginas escritas com uma substância análoga ao pastel.
149. Tal o resultado a que nos conduziu o fenômeno da tabaqueira, descrito no capítulo VII, item 116, e sobre o qual nos estendemos longamente, porque nele percebemos oportunidade para perscrutarmos uma das mais importantes leis do Espiritismo, lei cujo conhecimento pode esclarecer mais de um mistério, mesmo do mundo visível. Assim é que, de um fato aparentemente vulgar, pode sair a luz. Tudo está em observar com cuidado e isso todos podem fazer como nós, desde que se não limitem a observar efeitos, sem lhes procurarem as causas. Se a nossa fé se fortalece de dia para dia, é porque compreendemos. Tratai, pois, de compreender, se quiserdes fazer prosélitos sérios. Ainda outro resultado decorre da compreensão das causas: o de deixar riscada uma linha divisória entre a verdade e a superstição.
Considerando a escrita direta do ponto de vista das vantagens que possa oferecer, diremos que, até o presente, sua principal utilidade há consistido na comprovação material de um fato sério: a intervenção de um poder oculto que, nesse fenômeno, tem mais um meio de se manifestar. Todavia, raramente são extensas as comunicações que por essa forma se obtêm. Em geral espontâneas, elas se reduzem a algumas palavras ou proposições e, às vezes, a sinais ininteligíveis. Têm sido dadas em todas as línguas: em grego, em latim, em sírio, em caracteres hieroglíficos etc., mas ainda se não prestaram às dissertações seguidas e rápidas, como permite a psicografia ou a escrita pela mão do médium."

"Não se devem considerar..."

"Não se devem considerar como sucessos ditosos apenas o que seja de grande importância. Muitas vezes, coisas aparentemente insignificantes são as que mais influem em nosso destino."

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

TRANSFORMAÇÃO MORAL

TRANSFORMAÇÃO MORAL

A possibilidade de mudança de conduta é acessível a todos nós.
A questão que se coloca é: será que a nossa vontade está alicerçada na firmeza necessária para a mudança?
Vejamos o que nos apresenta Allan Kardec, obra "A Génese":
"Deus, todo bondade, pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência."

"Sede confiantes..."

"Sede confiantes, sem orgulho do que vos acontecer."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Janeiro 1865

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

"Cada luta enfrentada corajosamente..."

"Cada luta enfrentada corajosamente sob o olhar de Deus é uma prece fervorosa, que sobe a ele. Se bastasse formular palavras para se dirigir a Deus, os inoperantes apenas teriam que tomar um livro de preces para satisfazer a obrigação de orar. O trabalho, a atividade da alma, é a única boa prece que a purifica e a faz crescer."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Janeiro 1865

A TEMPESTADE ACALMADA

A TEMPESTADE ACALMADA

Este conhecido episódio da vida de Jesus é abordado na obra "A Génese", de Allan Kardec:
"45. Certo dia, tendo tomado uma barca com seus discípulos, disse-lhes Ele: “Passemos à outra margem do lago.” Partiram então. Durante a travessia, Ele adormeceu. — Então, um grande turbilhão de vento se abateu de súbito sobre o lago, de sorte que, enchendo-se de água a barca, eles se viam em perigo. Aproximaram-se, pois, dele e o despertaram, dizendo-lhe: “Mestre, perecemos.” Jesus, levantando--se, falou, ameaçador, aos ventos e às ondas agitadas e uns e outras se aplacaram, sobrevindo grande calma. Ele então lhes disse: “Onde está a vossa fé?” Eles, porém, cheios de temor e admiração, perguntavam uns aos outros: “Quem é este que assim dá ordens ao vento e às ondas, e eles lhe obedecem?” (Lucas, 8:22 a 25.)
46. Ainda não conhecemos bastante os segredos da natureza para dizer se há ou não inteligências ocultas presidindo à ação dos elementos. Na hipótese de haver, o fenômeno em questão poderia ter resultado de um ato de autoridade sobre essas inteligências e provaria um poder que a nenhum homem é dado exercer.
Como quer que seja, o fato de estar Jesus a dormir tranquilamente, durante a tempestade, atesta de sua parte uma segurança que se pode explicar pela circunstância de que seu Espírito via não haver perigo nenhum e que a tempestade ia amainar."