sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

"A muitos enganos se poupa nesta vida..."

"A muitos enganos se poupa nesta vida aquele que sabe restringir seus desejos e olha sem inveja para o que esteja acima de si."

"O Livro dos Espíritos", Allan Kardec

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

AS TRÊS CAUSAS PRINCIPAIS DAS DOENÇAS


AS TRÊS CAUSAS PRINCIPAIS DAS DOENÇAS

Sob este título, Allan Kardec inseriu uma mensagem , na "Revista Espírita" de Fevereiro de 1867 e que transcrevemos:
"(Paris, 25 de outubro de 1866 - Médium: Sr. Desliens)
O que é o homem?... Um composto de três princípios essenciais: o espírito, o perispírito e o corpo. A ausência de qualquer um destes três princípios acarretaria necessariamente o aniquilamento do ser no estado humano. Se o corpo não mais existir, haverá o Espírito e não mais o homem; se o perispírito falta ou não pode funcionar, não podendo o imaterial agir diretamente sobre a matéria, encontrando-se assim impossibilitado de manifestar-se, poderá haver alguma coisa do gênero do cretino ou do idiota, mas não haverá jamais um ser inteligente. Enfim, se o espírito faltar, ter-se-á um feto vivendo vida animal e não um Espírito encarnado. Se, pois, temos a presença de três princípios, esses três princípios devem reagir um sobre o outro, e seguir-se-á a saúde ou a doença, conforme haja entre eles harmonia perfeita ou desarmonia parcial.
Se a doença ou desordem orgânica, como queiram chamar, procede do corpo, os medicamentos materiais sabiamente empregados bastarão para restabelecer a harmonia geral.
Se a perturbação vem do perispírito, se é uma modificação do princípio fluídico que o compõe, que se acha alterado, será necessária uma medicação adequada à natureza do órgão perturbado, para que as funções possam retomar seu estado normal. Se a doença procede do Espírito, não poderíamos empregar, para combatêla, outra coisa senão uma medicação espiritual. Se, enfim, ─ como é o caso mais geral, e, podemos mesmo dizer, o caso que se apresenta exclusivamente, ─ se a doença procede do corpo, do perispírito e do espírito, será preciso que a medicação combata simultaneamente todas as causas da desordem por meios diversos, para obtermos a cura.
Ora, o que fazem geralmente os médicos? Eles cuidam do corpo e o curam; mas curam a doença? Não. Por quê? Porque sendo o perispírito um princípio superior à matéria propriamente dita, poderá tornar-se a causa em relação a esta, e se for entravado, os órgãos materiais que se acham em relação com ele serão igualmente atingidos na sua vitalidade. Cuidando do corpo, destruís o efeito; mas, residindo a causa no perispírito, a doença voltará novamente, quando cessarem os cuidados, até que se perceba que é preciso levar alhures a atenção, cuidando fluidicamente o princípio fluídico mórbido. Se, enfim, a doença proceder da mente, do espírito, o perispírito e o corpo, postos sob sua dependência, serão entravados em suas funções, e não é cuidando de um nem do outro que se fará desaparecer a causa.
Não é, pois, vestindo a camisa de força num louco ou lhe dando pílulas ou duchas que conseguirão restituir-lhe o estado normal. Apenas acalmarão seus sentidos revoltados; acalmarão os seus acessos, mas não destruirão o germe senão o combatendo por seus semelhantes, fazendo homeopatia, espiritual e fluidicamente, como fazem materialmente, dando ao doente, pela prece, uma dose infinitesimal de paciência, de calma, de resignação, conforme o caso, como se lhe dá uma dose infinitesimal de brucina, de digitális ou de acônito.
Para destruir uma causa mórbida, há que combatê-la em seu terreno.
DR. MOREL LAVALLÉE."

"Meus filhos, uma estreita comunhão..."

"Meus filhos, uma estreita comunhão liga os vivos aos falecidos. A morte continua a obra esboçada e não rompe os laços do coração. Esta certeza enriquece o tesouro de amor derramado na criação."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Dezembro de 1864

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

MARIA DOLORES

MARIA DOLORES

"Maria de Carvalho Leite, conhecida como Maria Dolores (Espírito), nasceu em 10 de setembro de 1901 na cidade de Bonfim de Feira, na Bahia, filha de Hermenegildo Leite e Balmina de Carvalho Leite. Também chamada de Madô e de Mariinha, formou-se professora em 1916, e lecionou em escolas de Salvador (BA), incluindo o Educandário dos Perdões e o Ginásio Carneiro Ribeiro. Além de comprometida com a Educação sempre demonstrou grande interesse pela produção literária.
Na década de 1940, conheceu o Espiritismo em Itabuna, quando já estava casada com o italiano Carlos Larocca, em segundas núpcias. O casal não teve filhos biológicos e adotaram seis meninas como filhas do coração. Ainda em Itabuna, adotou por filha, em 1936, Nilza Yara Larocca. Em Salvador, adotou por filhas Maria Regina e Maria Rita (1954), Leny e Eliene (1956) e Lisbeth (1958).
Durante 13 anos, foi colaboradora assídua de jornais baianos, já adotando o pseudônimo que utilizaria no mundo espiritual. Dedicando-se à Arte Poética, foi redatora-chefe da página feminina do Jornal O Imparcial, além de colaboradora neste e no Diário de Notícias. Sua produção poética foi reunida no livro Ciranda da Vida, cujos recursos financeiros foram destinados à instituição Lar das Meninas sem Lar.
Em 1947, mudou-se para Salvador com o esposo ajudando-o na administração do Café Baiano e da tipografia A Época, ambos de propriedade de Carlos Larocca. Maria Dolores fez parte da Legião da Boa Vontade, a quem prestou serviços de beneficência, partilhando seus dons de pianista, pintora, costureira e dedicada à arte culinária. Dedicou-se, também, ao Lar das Meninas Sem Lar em Salvador.
Maria Dolores também foi colaboradora da obra de Divaldo Pereira Franco: em 15 de agosto de 1952, foi fundada a Mansão do Caminho, sendo que algumas das primeiras louças e talheres foram por ela doadas, além de trabalhar voluntariamente na instituição - incluindo-se a confecção de cartões de Natal, pintados por suas mãos para serem vendidos em benefício daquela Casa.
DESENCARNE E MENSAGENS
Maria Dolores desencarnou à 1h40 da manhã em 27 de julho de 1958, vitimada por grave pneumonia, que a levou à internação no Hospital Português, em Salvador (BA). Carlos (o esposo) estava na Itália quando Dolores adoeceu.
Anos depois, a poetisa começou a transmitir lindos poemas do mundo espiritual, através de médiuns como Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco. Antologia da Espiritualidade foi a sua contribuição para a FEB Editora. De 1971 a 2002, foram trinta e um anos em que Maria Dolores esteve associada ao mandato mediúnico de Chico Xavier: suas obras mediúnicas e individuais ultrapassam o número expressivo de 180 mil exemplares vendidos.
Emmanuel, ao prefaciar as obras, qualifica Maria Dolores como "denodada obreira do Bem Eterno", "intérprete de Jesus", "alma abnegada de irmã", "irmã querida", "poetisa da vida", "Mensageira da Espiritualidade", "devotada Seareira do Bem", "irmã e companheira nas tarefas da Vida Maior", "nossa irmã e benfeitora", "Poetisa da Espiritualidade Superior"."
Fonte: FEB

"O Espiritismo acalma todas as dores..."

"[O Espiritismo] acalma todas as dores, dá consolação aos aflitos, coragem, resignação e esperança nas maiores amarguras da vida."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Dezembro de 1864

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

AS BODAS DE CANÁ

AS BODAS DE CANÁ

O que nos diz a Doutrina Espírita acerca deste episódio da passagem de Jesus na Terra?

Vamos encontrar essa explicação na obra "A Génese", de Allan Kardec:

"Bodas de Caná"

"47. Este milagre, referido unicamente no Evangelho de João, é apresentado como o primeiro que Jesus operou e, nessas condições, devera ter sido um dos mais notados. Entretanto, bem fraca impressão parece haver produzido, pois que nenhum outro evangelista dele trata. Fato tão extraordinário era para deixar espantados, no mais alto grau, os convivas e, sobretudo, o dono da casa, os quais, todavia, parece que não o perceberam.

Considerado em si mesmo, pouca importância tem o fato, em comparação com os que, verdadeiramente, atestam as qualidades espirituais de Jesus. Admitido que as coisas hajam ocorrido, conforme foram narradas, é de notar-se seja esse, de tal gênero, o único fenômeno que se tenha produzido. Jesus era de natureza extremamente elevada, para se ater a efeitos puramente materiais, próprios apenas a aguçar a curiosidade da multidão que, então, o teria nivelado a um mágico. Ele sabia que as coisas úteis lhe conquistariam mais simpatias e lhe granjeariam mais adeptos, do que as que facilmente passariam por fruto de grande habilidade e destreza (Item 27).

Se bem que, a rigor, o fato se possa explicar, até certo ponto, por uma ação fluídica que houvesse, como o magnetismo oferece muitos exemplos, mudado as propriedades da água, dando-lhe o sabor do vinho, pouco provável é se tenha verificado semelhante hipótese, dado que, em tal caso, a água, tendo do vinho unicamente o sabor, houvera conservado a sua coloração, o que não deixaria de ser notado. Mais racional é se reconheça aí uma daquelas parábolas tão frequentes nos ensinos de Jesus, como a do filho pródigo, a do festim de bodas, do mau rico, da figueira que secou e tantas outras que, todavia, se apresentam com caráter de fatos ocorridos. Provavelmente, durante o repasto, terá Ele aludido ao vinho e à água, tirando de ambos um ensinamento. Justificam esta opinião as palavras que a respeito lhe dirige o mordomo: “Toda gente serve em primeiro lugar o vinho bom e, depois que todos o têm bebido muito, serve o menos fino; tu, porém, guardas até agora o bom vinho.”

Entre duas hipóteses, deve-se preferir a mais racional e os espíritas não são tão crédulos que por toda parte vejam manifestações, nem tão absolutos em suas opiniões, que pretendam explicar tudo por meio dos fluidos."

"O conhecimento do Espiritismo não é..."

"O conhecimento do Espiritismo não é indispensável à felicidade futura, porque não tem o privilégio de fazer eleitos. É um meio de chegar mais facilmente e com mais segurança ao objetivo, pela fé raciocinada que dá e pela caridade que inspira; ilumina o caminho, e o homem, não seguindo mais às cegas, marcha com mais segurança; por ele se compreende melhor o bem e o mal, pois dá mais força para praticar um e evitar o outro."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Dezembro de 1864