domingo, 5 de julho de 2020

"A porta da felicidade jamais é fechada..."


"A porta da felicidade jamais é fechada, sendo atingida num tempo mais ou menos longo, conforme a vontade e o trabalho que fizerem sobre si mesmos para o merecerem."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Novembro de 1862

sábado, 4 de julho de 2020

Provas Coletivas

                 


PROVAS COLETIVAS

Sabemo-nos num mundo de provas e expiações mas como dissociar umas de outras? O que são? Estaremos cientes desta necessidade antes de reencarnarmos?

É na obra "O Evangelho Segundo o Espiritismo", de Allan Kardec, no seu quinto capítulo que encontramos solução para estas dúvidas:

“…Trata-se, frequentemente, de simples provas escolhidas pelo Espírito, para acabar a sua purificação e acelerar o seu adiantamento. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas a prova nem sempre é uma expiação."

Uma expiação é algo que é imposto por necessidade ao Espírito.
Enquanto que uma prova é algo que é escolhido ou por ele aceite.
A título de exemplo, a morte (física) natural de alguém que amamos é uma expiação para nós, mas a forma como lidamos com isso é uma prova.

Não raras vezes, observamos situações de desencarnações coletivas que constituem uma autêntica prova para os que integram esse momento bem como para os que ficam.
A que se devem estas situações?

O "O Livro dos Espíritos", de Allan Kardec, ajuda-nos a melhor compreender.

"737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?"

"Para fazê-la progredir mais depressa. (…)
Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados.
Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são frequentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos."

“740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?"

"Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Em "Obras Póstumas", do autor supracitado, também encontramos subsídios para este tema.

"O que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, sem a preexistência da alma, torna-se claro e lógico pelo conhecimento desta lei.”

(...)

"Mas, dessas convulsões sociais, surge sempre uma melhora; os espíritos se esclarecem pela experiência; o infortúnio é o estimulante que os impele a procurar um remédio para o mal; refletem na erraticidade, tomam novas resoluções, e quando retornam, fazem coisa melhor. É assim que o progresso se efetua, de geração a geração."

"A eternidade é uma coisa séria..."


"A eternidade é uma coisa séria e, infelizmente, nela não se pensa tanto quanto seria preciso. Como é de lamentar-se quando nos esquecemos de um assunto tão importante quanto à salvação! Pensai nisto!"

"Revista Espírita", Allan Kardec - Outubro de 1862

sexta-feira, 3 de julho de 2020

Mediunidade paga e mediunidade gratuita


MEDIUNIDADE PAGA e MEDIUNIDADE GRATUITA

Vimos antes que médium é todo aquele que sente a influência dos Espíritos, num grau qualquer, que não constitui isso privilégio seja para quem for e que, embora de formas diferentes, é transversal a todos nós.
Não sendo criação nossa e podendo, na mesma pessoa e em diferentes momentos da uma existência, sofrer alterações, tais como a perda e/ou a suspensão, como também já vimos,
o que pensar das situações em que ela é paga, seja de que forma for, ou, até mesmo profissão?

A este respeito, diz-nos Allan Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo":

"Os médiuns atuais – pois que também os apóstolos tinham mediunidade – igualmente receberam de Deus um dom gratuito: o de serem intérpretes dos Espíritos, para instrução dos homens, para lhes mostrar o caminho do bem e conduzi-los à fé, não para lhes vender palavras que não lhes pertencem, a eles médiuns, visto que não são fruto de suas concepções, nem de suas pesquisas, nem de seus trabalhos pessoais.

Deus quer que a luz chegue a todos; não quer que o mais pobre fique dela privado e possa dizer: não tenho fé, porque não a pude pagar; não tive o consolo de receber os encorajamentos e os testemunhos de afeição dos que pranteio, porque sou pobre. Tal a razão por que a mediunidade não constitui privilégio e se encontra por toda parte. Fazê-la paga seria, pois, desviá-la do seu providencial objetivo."

"Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam, a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça e os convoque a tanto por sessão.

O simples bom-senso repele semelhante idéia. Não seria também uma profanação evocarmos, por dinheiro, os seres que respeitamos, ou que nos são caros? É fora de dúvida que se podem assim obter manifestações; mas, quem lhes poderia garantir a sinceridade? Os Espíritos levianos, mentirosos, brincalhões e toda a caterva dos Espíritos inferiores, nada escrupulosos, sempre acorrem, prontos a responder ao que se lhes pergunte, sem se preocuparem com a verdade."

"A par da questão moral, apresenta-se uma consideração efetiva não menos importante, que entende com a natureza mesma da faculdade. A mediunidade séria não pode ser e não o será nunca uma profissão, não só porque se desacreditaria moralmente, identificada para logo com a dos ledores da boa sorte, como também porque um obstáculo a isso se opõe. É que se trata de uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar.Constituiria, portanto, para o explorador, uma fonte absolutamente incerta de receitas, de natureza a poder faltar-lhe no momento exato em que mais necessária lhe fosse."

"A mediunidade, porém, não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão."

"Daí vem não haver no mundo um único médium capaz de garantir a obtenção de qualquer fenômeno espírita em dado instante. Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de uma coisa da qual não é realmente dono. Afirmar o contrário é enganar a quem paga."

"Procure, pois, aquele que carece do que viver, recursos em qualquer parte, menos na mediunidade; não lhe consagre, se assim for preciso, senão o tempo de que materialmente possa dispor. Os Espíritos lhe levarão em conta o devotamento e os sacrifícios, ao passo que se afastam dos que esperam fazer deles uma escada por onde subam."

"Quando se compara o pouco que sabemos..."



"Quando se compara o pouco que sabemos e a exiguidade da nossa esfera de percepção com a quantidade do que existe, não se pode deixar de concluir que nada sabemos, que tudo estamos por saber."

"Obras Póstumas", Allan Kardec

quinta-feira, 2 de julho de 2020

"O livre-arbítrio é o mais belo privilégio..."


"O livre-arbítrio é o mais belo privilégio do espírito humano e uma prova brilhante da justiça de Deus, que torna o Espírito árbitro de seu destino, pois que de si depende abreviar os sofrimentos, ou prolongá-los pelo endurecimento e pela má vontade. Supor que ele pudesse perder a liberdade moral como encarnado seria tirar-lhe a responsabilidade de seus atos."

"Revista Espírita", Allan Kardec - Novembro de 1862

quarta-feira, 1 de julho de 2020